10 de julho de 2013

COMO AJUDAR LIDAR COM A MALCRIAÇÃO DO SEU FILHO


Seu filho faz escândalo se não ganha o que quer, na hora que quer? Não obedece quando pedem para fazer uma tarefa? Não sabe se comportar quando chega uma visita e não respeita os mais velhos? Se você respondeu "sim" a alguma dessas questões, então está mais de repensar os rumos da educação dada a seu filho e tomar medidas para que essas chamadas "malcriações" não se tornem uma rotina. A boa educação e o bom comportamento são uma conquista que é fruto de um trabalho conjunto da família. Em primeiro lugar, os pais precisam dar o exemplo: assim como não podem exigir que os filhos comam vegetais se eles mesmos não incluem salada na sua dieta, não podem esperar que o filho seja bem educado se eles mesmos xingam motoristas no trânsito ou furam a fila no supermercado. Também é necessário dar limites às crianças. "É preciso estabelecer consequências para as ações erradas e dar a oportunidade para que a criança possa consertar atos inadequados", ensina a psicóloga e psicopedagoga Nívea Fabrício, diretora pedagógica do Colégio Graphein, de São Paulo.

1. Como evitar que meu filho faça malcriações?

Exemplo, orientação e limite: essas são as três ações principais que precisam ser adotadas para combater e evitar as malcriações, conforme explica a psicóloga e psicopedagoga Nívea Fabrício, diretora pedagógica do Colégio Graphein, de São Paulo. "A família deve ser modelo de respeito para a criança, já que ela assimila o modo de agir de seus pais", explica Nívea. Além disso, a criança deve ser permanentemente orientada para tomar saber como agir em relação aos outros e também ter consciência das consequências de atuar de maneira errada. "É importante estabelecer combinados entre a criança e seus educadores. E é importante que a criança experimente as consequências quando sua atitude não estiver dentro do combinado. Da mesma forma, é interessante oferecer a seu filho uma oportunidade de reparação como, por exemplo, ensina-lo a pedir desculpas", diz.

2. Às vezes eu acho graça nas malcriações do meu filho. Isso é um problema?

Achar graça quando tem uma atitude malcriada, como falar palavrões, só mostra a falta de limites e a incoerência dos adultos, segundo Aurea de Oliveira, coordenadora Colégio Augusto Laranja, de São Paulo. "Se falar palavrão é algo que se reprove, deve-se mostrar à criança a sua reprovação e ensiná-la o que é o correto", diz ela. A psicóloga e psicopedagoga Nívea Fabrício, diretora pedagógica do Colégio Graphein, de São Paulo, acrescenta que o grande risco deste tipo de atitude é que a criança não saberá adaptar seu comportamento às diferentes situações vividas. "Por exemplo, os pais deixam que fale palavrões em uma situação informal ou numa reunião de família. A criança percebe que este comportamento foi aprovado. Depois em um jantar com o chefe de seu pai, a criança diz diversos palavrões e a família a repreende. Para criança fica uma informação confusa: posso ou não falar palavrões? Isto é malcriação ou não? É aceito ou não?", argumenta.

3. Meu filho não obedece quando dou uma ordem a ele. O que devo fazer?

Em primeiro lugar, é preciso ficar claro para a criança o que é esperado dela. A psicóloga e psicopedagoga Nívea Fabrício, diretora pedagógica do Colégio Graphein, de São Paulo, diz que fazer combinados ajuda nesta tarefa. Você pode estabelecer uma rotina de regras como, por exemplo, o horário que a TV deve ser desligada, o horário de ir dormir, as tarefas que ele deve fazer diariamente (como arrumar o quarto, fazer a lição de casa etc).

4. Devo explicar a meu filho os motivos das regras que ele tem que seguir?

Explicar o motivo das regras e dos combinados ajuda a criança a entender porque deve obedece-los. "A criança deve entender qual é a regra e o porquê daquela regra existir. Ficando claros os motivos, deve haver constância e coerência na aplicação da regra. A criança pode reclamar ou tentar burlar, mas deve terminar por fazer", diz Aurea de Oliveira, coordenadora Colégio Augusto Laranja, de São Paulo. Da mesma forma como a criança deve ser chamada a atenção quando faz algo errado, deve ser elogiada quando age corretamente.

5. Meu filho não toma cuidado com suas coisas e nem com as coisas dos outros. Como agir?

É preciso estabelecer consequências para as ações erradas e dar a oportunidade para que a criança possa consertar o que fez, conforme afirma a psicóloga e psicopedagoga Nívea Fabrício, diretora pedagógica do Colégio Graphein, de São Paulo. Por exemplo: se sujou o chão ao derrubar algo, a criança deve ser orientada a limpar. Se quebrou um brinquedo seu por falta de cuidado ou em um momento de raiva, não deve ganhar outro para substitui-lo. Se quebrou o brinquedo do amigo, deve "pagar" com descontos na sua mesada.

6. Meu filho ainda faz escândalos ou fica muito nervoso quando não tem o que quer. Como devo proceder?

A regra de ouro nesses casos é nunca ceder à chantagem emocional da criança. "Em primeiro lugar, não se deve "valorizar" o escândalo. Ou seja, deve se ignorar tanto quanto possível. Além disso é importante não ceder ao pedido ou exigência da criança e estabelecer consequências para o seu mal comportamento", orienta a psicóloga e psicopedagoga Nívea Fabrício, diretora pedagógica do Colégio Graphein, de São Paulo.

FONTE: EDUCAR PARA CRESCER

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