17 de abril de 2013

RESUMÃO 2ª ANO (OUTRAS CONSIDERAÇÕES)

Mário Francisco de Melo Júnior
Professor de História

    Sobre a reforma protestante é importante lembrar que há uma grande influencia da burguesia na sustentação da reforma. O movimento calvinista foi fundamental para atrair a classe burguesa para a nova religião. A visão do "lucro como bênção e sinal da salvação" fez um contraponto decisivo sobre a visão católica de que o lucro e a prosperidade material vinda do comércio e do empréstimo a juros era algo ruim.
    A classe burguesa na Suíça (onde se originou o calvinismo) converteu-se em massa ao novo credo e financiou a expansão do credo pela Europa.
    A centralização do poder nos reis, o Absolutismo, também contribuiu para a expansão do protestantismo.   Visando ampliar o poder real os monarcas passaram a cobiçar as terras da Igreja Católica visando também enfraquecê-la e livrar-se da intromissão do clero na vida política. O caso de Henrique VIII e o Anglicanismo servem como excelente exemplo.
    Outro fato curioso é que mesmo sendo excomungado do catolicismo e tendo fundado sua nova religião, Lutero conseguiu de certa forma promover uma reforma na Igreja Católica (que era o seu objetivo principal. É bom lembrar que Lutero era um monge católico e de início era extremamente devoto a autoridade papal). A contra-reforma (processo de reforma do catolicismo visando conter a perda de fiéis) acabou adotando muitos dos pressupostos defendidos por Lutero como o fim da venda de Indulgências, da venda de relíquias sagradas e da venda de cargos eclesiásticos.

SOBRE AS GRANDES NAVEGAÇÕES:

A descoberta das rotas marítimas para as índias transformou Portugal e Espanha no centro do comércio europeu do século XVI. Ambas tornaram-se potências marítimas e grandes impérios coloniais. Além disso, a Igreja Católica tinha interesse na colonização das novas terras para expandir o catolicismo (os jesuítas haviam reacendido o fervor missionário do catolicismo). O desenvolvimento do comércio em Portugal e Espanha não se refletiram em uma menor centralização do poder dos reis, a interferência dos monarcas espanhóis e lusitanos no comércio continuou constante, impedindo um maior desenvolvimento das atividades mercantis nos dois reinos.

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