4 de setembro de 2012

CONTINUAÇÃO DO ARTIGO EDUCAÇÃO, CAMINHOS E DESAFIOS


 

A função da escola e o papel do professor na visão histórico critico
            A escola é vista como um agente de transformação e democratização. Ela interage com a sociedade, é contextualizada e mediadora – aluno e sociedade estão intrinsecamente relacionados. É instrumento na divulgação do conhecimento e socialização. (LIBÂNIO, op. cit. p. 29-30). Sua didática propicia aos alunos autonomia de pensamento, desenvolvimento da argumentação e criatividade.
            Nesta visão o professor é intermediário na construção do conhecimento do aluno. Sua didática é planejada, criativa, seus conteúdos são elos que propiciam aos alunos uma aprendizagem integral. Em suas aulas os alunos encontram espaço para interação, reflexão, argumentação e senso crítico.  Neste sentido os alunos são agentes autônomos e ativos no processo de aprendizagem.

 Método tradicional e histórico critico – suas principais diferenças didáticas
            Com base nas funções de ensino destes dois métodos acima apresentados podemos perceber algumas diferenças:
            Em primeiro, na construção do conhecimento. O método tradicional transmite um conhecimento engessado, preso a uma ideologia, o conhecimento adquirido é condicionado a normas e valores pré-estabelecidos. Neste sentido os alunos são programados a adquirir um tipo de conhecimento alienante e passivo que em nada condizem com sua realidade. O método histórico critico é dialético, propicia alteridade do aluno - professor - teoria – prática. O conhecimento é transmitido a partir de didáticas que condicionam a construção interativa, criativa, ativa e reflexiva dos alunos tanto numa construção teórica de conhecimento como também da prática vivencial.
            Segundo, na contextualidade. No método tradicional a preocupação é apenas repassar conteúdos e “valores sociais acumulados pelas gerações adultas e repassados ao aluno como verdades” (LIBÂNIO, op. cit. p.9) e isso sem levar em conta a idade, o individuo e sua realidade social. Logo podemos afirmar que este método é indiferente a realidade social do aluno. O histórico critico, permite aos alunos com base nos conteúdos elaborados uma aprendizagem contextualizada, o conteúdo é elaborado visando a aplicabilidade no cotidiano do aluno. Isso traz uma visão holística do ensino. O ensino ou aprendizagem não se torna algo restrito aos muros da escola, mas algo que este presente na vida do aluno em todos os momentos.
            Em último lugar, na mediação. O método tradicional é exclusivista e verticalizado. O ensino não é uma construção interativa professor-aluno, mas uma imposição. O professor é o emissor do conhecimento e o aluno mero receptor. Este processo inibe a interação e participação do aluno na aprendizagem. Não leva em consideração a capacidade reflexiva e intelectual do aluno. No método histórico critico temos o estabelecimento de uma relação professor-aluno. Ambos interagem, e o professor torna-se um agente mediador na construção da vida intelectual do aluno. Instigando o aluno desenvolver uma mente criativa, dialética, reflexiva e critica.

   Desafios da educação
           
            Para responder aos desafios provocados pelas mudanças tanto sociais, políticas, econômicas e culturais que estão relacionados aos planos: ético-político, teórico e epistemológico e da ação prática do professor. Faz-se necessário o professor realizar uma nova “leitura de mundo e da condição humana” (JESUS, 2009, p. 110-13). Essa nova leitura deve ser capaz de atender e responder as demandas oriundas destes três planos - ético-político, teórico e epistemológico e da ação prática do professor.
            No plano ético-político o ser humano precisa ter relevância. Por isso se faz necessário estabelecer valores baseados na igualdade, qualidade de vida, solidariedade e democracia.
            Com relação ao plano teórico e epistemológico o professor deve ter uma boa formação técnica e cientifica, mas também transcendê-la.
            No plano da ação prática do professor se faz necessário saber como reforçar essa prática sem reduzi-la: a repetição mecânica, ao ativismo pedagógico e ao voluntarismo político (JESUS, op. cit., p.114).
           
Considerações finais 
            No mundo marcado por tantas mudanças sociais, econômicas, históricas e culturais. A educação precisa rever seus conceitos e procurar contextualizar-se. Uma educação presa a uma ideologia, a paradigmas pré-estabelecidos, a apatia social que não interage com os alunos torna-se responsável de gerar estudantes alienados e passivos na construção intelectual e prática. A educação deve ser agente na construção do conhecimento reflexivo, critico e criativo do aluno. Deve ser contextual e mediadora.
            Por isso em decorrência dos vários desafios a educação precisa dentro de planos: ético-político, teórico e epistemológico e da ação prática do professor reformular e fazer novas leituras do mundo e da condição humana para o estabelecimento de uma educação integral.
             
Referencias bibliográficas
JESUS, Adriana Regina de. Processo educativo no contexto histórico. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2009.
LIBÂNEO, J. C. Democratização da escola pública: a pedagogia crítico-social dos conteúdos.
São Paulo: Loyola, 1992.
 LIBÂNEO, J. C. O essencial da didática e o trabalho de professores – em busca de novos caminhos. Disponível em < http://www.ucg.br/site_docente/edu/libaneo/pdf/didaticadoprof.pdf > acesso em 09/05/2012.


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