31 de janeiro de 2012

ERRO DE TRADUÇÃO DE LISTA DE EXIGÊNCIAS IRRITA A FIFA E TRAVA A LEI GERAL DA COPA


Relator da Lei Geral da Copa acredita em aprovação até março



Cada uma das garantias foi assinada, em uma versão em português e em outra em inglês, pelo ministro da pasta cujo assunto era relacionado. Assim, por exemplo, na Garantia 11, relacionada às telecomunicações e tecnologia da informação, o Ministério das Comunicações foi encarregado de aprovar. A garantia de número 10, sob responsabilidade da AGU (Advocacia Geral da União), porém, foi assinada apenas em sua versão em português. À época, o Advogado Geral da União era José Dias Toffoli, que hoje é ministro do STF (Supremo Tribunal Federal). Ao contrário de todos os outros ministros que assinaram o Caderno de Garantias, Tofolli recusou-se a assinar a versão em inglês do documento. A versão que foi utilizada pelo autor do projeto da Lei Geral da Copa, deputado Vicente Cândido, para redigir a norma, foi a que está em português. Agora, segundo o próprio deputado, a Fifa discorda da forma como foi feita a tradução da Garantia 10, e quer que o Brasil vá além do que está no projeto que tramita na Câmara dos Deputados. Segundo ele, a Fifa quer que a lei aprovada deixe muito claro que o governo federal deverá indenizar a entidade em quaisquer casos de prejuízos gerados por catástrofes naturais, atos de terrorismo ou de guerra, e tal garantia não estaria clara na versão assinada pelo então Advogado Geral da União. "Esta é a questão mais problemática em relação à aprovação da lei", afirma Cândido.

FONTE: http://esporte.uol.com.br/futebol/copa-2014/ultimas-noticias/2012/01/31/brasil-abranda-obrigacoes-do-governo-em-traducao-de-documento-e-trava-lei-geral-da-copa.htm

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